terça-feira, 2 de junho de 2026

A era das newsletters

Newsletters me remetem a algo do passado. A palavra "newsletter" parece algo antigo, mas como comentarei ao longo desse artigo, elas estão mais em alta do que nunca. Entretanto, se pararmos para pensar, sim, newsletter realmente é uma coisa velha. Afinal, as primeiras "cartas de notícias" surgiram no Império Romano, funcionando como boletins informativos, expostos e lidos em locais públicos, com o intuito de divulgar decretos oficiais e demais assuntos relevantes. Ao longo da evolução do mundo, as newsletters seguiram acompanhando a humanidade. Esse artigo aqui de um canal chamado Newsletter sobre newsletter é bem legal e fala um pouco sobre isso. 

Bom, mas vamos direcionar o foco ao que mais nos interessa: o cenário digital. Neste contexto, podemos dizer que as newsletters acompanharam o avanço da internet, visto que na década de 1990, surgiram os list servers – uma aplicação focada em gerenciar listas de discussão por correio eletrônico – a.k.a. E-mail –, permitindo que as primeiras newsletters fossem distribuídas por este canal.

news | Unsplash

As newsletter sempre estiverem por aí, mas quando eu comecei minha carreira – há 18 anos atrás – os blogs eram os queridinhos de quem queria se manter atualizado com as noticias ou apenas ler um artigo bacaninha sobre qualquer tema que estivesse em destaque naquele momento. Diariamente eu acompanhava uns 4 ou 5 blogs de tecnologia. "Batia ponto" todos os dias acessando estes canais em busca de novidades. Nessa época também, eu criei o Geek Fail – esse blog aqui onde você está lendo esse texto – e como você pode perceber, mantenho ele até hoje. Muitos blogs que surgiram nessa época – e antes ainda – se mantém populares na atualidade. Nesse período, também era comum o tal do feed de noticias (o feed aqui do blog ainda deve funcionar), muito semelhante a uma newsletter, mas replicando o conteúdo do blog no E-mail do leitor. Nessa época, eu lembro de assinar uma newsletter em específico, a do saudoso Clube do Hardware, que semanalmente chegava no meu E-mail.

Apesar das newsletters terem passado por um período de esquecimento nos anos 2000 e 2010, o fato é que elas parecem estar mais em alta do que nunca. Você simplesmente assina, e na frequência definida, recebe por E-mail um conteúdo estruturado, muitas vezes dividido por temas, que de uma forma curta e direta te permitem compreender e manter-se atualizado sobre aquele assunto.

Percebo que os portais, blogs e demais veículos de informação na internet, diariamente jogam tanta informação nas pessoas, que se percebeu a necessidade de haver uma curadoria desses conteúdos. Então, alguém vai lá, seleciona certos tópicos e define o que falar sobre eles e como resumir isso em um E-mail. Daí as newsletters. E tem funcionado. Afinal, a correria é tanta que – por mais criticados que sejam – todo mundo ainda usa E-mails. E levando isso em conta, porque não receber e ler mais uma mensagem na sua caixa de entrada?

A seguir, aproveito para indicar algumas das newsletters que eu acompanho, organizadas por ordem das que eu sempre leio para as que eu leio de vez em quando, caso seja do seu interesse também conhecê-las:

quinta-feira, 28 de maio de 2026

O futuro do desenvolvimento de software está parecido com o passado?

Recentemente fiquei sabendo que a Petronect — empresa formada pela sociedade entre Petrobras, SAP e Accenture, com foco em gerenciar a relação entre fornecedores e a própria Petrobras — substituiu duas plataformas bastante conhecidas do mercado (ServiceNow e Jira) por uma ferramenta de ITSM desenvolvida in house

Petronect

O movimento vai um pouco na contramão do que vimos nas últimas duas décadas e, provavelmente, ganhou força com o crescimento do vibe coding — abordagem de desenvolvimento em que os requisitos são descritos em linguagem natural e a IA generativa fica responsável por criar praticamente toda a solução, sem a necessidade de escrever código em uma linguagem formal de programação.

A ideia de utilizar IA generativa para construir software vem sendo explorada de forma intensa desde a popularização do ChatGPT, há alguns anos. E, honestamente, parece que isso está apenas começando.

No início da minha carreira em tecnologia — ainda na época em que eu era estagiário e fazia curso técnico (se quiser saber mais sobre essa fase, tem esse post aqui e aqui) — eu ouvia bastante as pessoas comentarem sobre sistemas desenvolvidos “dentro de casa”. Lembro que na escola/universidade onde eu estudava diziam que todo o sistema acadêmico era mantido internamente. Em uma concorrente da empresa onde tive meu primeiro emprego — uma concessionária de veículos — também falavam sobre uma equipe própria de programadores responsável pelos sistemas de gestão utilizados pela empresa.

Ao mesmo tempo, eu já sabia que existiam soluções prontas no mercado capazes de resolver muitos desses problemas de negócio. E, apesar de entender que há exceções e inúmeros cases de sucesso, sempre tive a percepção de que costuma ser mais barato — e até mais seguro — adquirir ou licenciar uma plataforma consolidada do que manter um time inteiro sustentando um homegrown software, principalmente quando tecnologia não é o core business da empresa.

No passado, manter uma equipe dedicada para desenvolver e sustentar uma solução própria certamente podia custar muito mais caro do que contratar uma ferramenta pronta e realizar pequenos ajustes. Só que a IA generativa e o vibe coding começaram a mudar um pouco essa lógica.

Hoje, parece cada vez menos necessário dominar profundamente uma linguagem de programação para criar aplicações relativamente sofisticadas. Qualquer pessoa com boas ideias, conhecimento do problema e habilidade para escrever bons prompts consegue construir coisas muito mais robustas do que projetos desenvolvidos por estudantes em início de graduação. Basta passar alguns minutos no LinkedIn para perceber isso.

Imagem aleatória sobre desenvolvimento de software que peguei no Unsplash

Ainda assim, o caso da Petronect chama atenção justamente por parecer contrariar aquela ideia de “menos custo e mais conformidade” normalmente associada às plataformas de mercado. Afinal, tudo indica que eles cansaram de sustentar customizações em ferramentas prontas — algo extremamente comum, já que cada empresa possui processos muito particulares — e decidiram assumir o risco de construir algo próprio. Meio como antigamente.

E talvez aí esteja a parte mais interessante dessa discussão.

Durante muito tempo, parecia existir um consenso de que o futuro seria cada vez mais orientado a SaaS, plataformas low-code/no-code e soluções altamente padronizadas. Mas a IA generativa talvez esteja reduzindo drasticamente a barreira de entrada para criação de software personalizado.

Claro que isso também levanta várias dúvidas. Uma solução criada internamente pode ter desafios importantes relacionados à resiliência, escalabilidade, conformidade, segurança ou integridade dos dados. Não é por acaso que algumas pessoas já começaram a falar em uma possível “SaaS-pocalypse” — termo utilizado para descrever uma eventual disrupção no mercado de tecnologia capaz de desafiar o modelo SaaS (Software as a Service).

Mas talvez isso seja assunto para outra postagem.

sábado, 2 de maio de 2026

Porque você ligou a TV?

Segundo esse gráfico, baseado em vozes da cabeça de alguém – mas que faz muito sentido 😆, – a maioria das pessoas liga a TV para ter um barulho de fundo e não se sentir tão solitário enquanto mexe no seu telefone 😝, ao contrário de realmente parar e assistir alguma coisa.

Esse gráfico/imagem/piada foi publicada há 8 anos no perfil do 9GAG no Instagram. Será que isso já foi oficialmente comprovado? 😎

São Login

São Login. O santo dos logins esquecidos 👀.

São Login, São Login, me ajude a fazer login 😆.

sábado, 25 de abril de 2026

Feijão com Arroz do ITSM

Recentemente, tive que montar uma apresentação para o pessoal da empresa onde eu trabalho, retratando o ITSM. Eu ministro treinamentos do produto ITSM no ServiceNow – e tenho materiais adequados pra isso –, mas eu queria uma imagem simples, que representasse os principais elementos do ITSM – independente de plataforma, mas olhando pelo viés do ITIL (seu principal framework) –, para facilitar a fixação do conteúdo. Pedi ao Gemini para criar algo – uma imagem personalizada –, mas ele acabou adicionando uma parafernália de coisas que eu não gostei, além do design futurista que tenho a impressão que sempre as imagens feitas por IA acabam adotando. Busquei no Google Imagens por alguma coisa que me agradasse e não encontrei nada, sem contar o fato de não me sentir confortável utilizando imagens dos outros sem os devidos direitos autorais. Fiquei surpreso por não encontrar algo tão simples assim na internet, somando a incapacidade da inteligência artificial em "captar" a minha ideia.

 

Imagem que representa o "feijão com arroz" do ITSM

Então, resolvi criar minha própria imagem (compartilhada acima). Pela sua simplicidade e representação exata do que eu queria enfatizar, resolvi transformar isso em um post e deixar registrado a imagem que eu chamei de "Feijão com Arroz do ITSM", porque pelo meu ponto de vista, representa o "básico do básico" da gestão de serviços de TI.

Ferramentas do universo DevOps

Ao longo dos anos, muito já ouvi falar sobre DevOps, pois apesar de não ser a minha área de atuação, a cultura de integrar desenvolvimento e operações "conversa" muito bem com os princípios que eu, como profissional, trato e acredito no meu dia a dia. É assim desde quanto fui analista de processos de TI, até hoje, como consultor de ServiceNow. Sendo assim, a nomenclatura de muitas ferramentas utilizadas pelos profissionais que atuam na disciplina de DevOps é bastante familiar pra mim. Para fins de registro, achei a imagem abaixo, que consolida as principais soluções utilizadas neste meio. 

Clique na imagem para ampliar

Encontrei essa imagem enquanto fazia o treinamento DevOps Change Velocity Fundamentals na ServiceNow University.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Quais são os países com mais data centers no mundo?

Os EUA concentram 43% dos mais de 9 mil data centers existentes no mundo. O Brasil é o 11º país desta lista, concentrando a maior parte destas estruturas nas regiões sul e sudeste. No gráfico a seguir, veja quais são os países com mais data centers no mundo.

Ranking de países com mais data centers no mundo

Fonte: the news business

Você também "mandava toque"?

Hoje em dia pode ser até um tanto quanto raro o telefone tocar. O mais comum são mensagens de texto ou áudios no Whatsapp e Telegram, por exemplo. Quando o celular toca, sempre é telemarketing ou alguém querendo te aplicar um golpe e roubar os teus dados. Pelo menos comigo é assim.

Ressalto o ponto acima para contar que no passado – em meados dos anos 2000 –, as pessoas (na sua grande maioria os jovens), se ligavam, mas não porque queriam se falar, e sim, porque queriam dar um toque e desligar. É isso mesmo! Os jovens se ligavam e deixavam chamar uma vez para depois desligarem.

Ligação no celular

Dar um toque e desligar era tipo tocar a campainha da casa da pessoa e sair correndo. Porém, não com a intenção de incomodar, mas para dizer que lembrou daquela pessoa. O toque recebido deveria ser retribuído da mesma forma. Se não, era falta de educação. Além disso, só receber toques e nunca enviar também não era muito bem visto. A pessoa precisava se demonstrar ativa com a sua rede de contatos. Quando não estava fazendo nada – "de bobeira" – achava alguém na lista de contatos para mandar um toque.

E aí, você era da época que mandava toque também ou nem fazia ideia que isso existiu? 🧐

Quais são os domínios mais caros da internet?

Ter um endereço eletrônico pode custar alguns milhões de dólares. No gráfico a seguir, veja quais são os domínios de internet mais caros da história.

Domínios de internet mais caros da história

Nada surpreendente é perceber que o domínio "ai.com" – com a popularização da inteligência artificial – acabou se tornando o endereço mais caro a ser pago por um domínio.

Fonte: the news business