quarta-feira, 29 de julho de 2026

Você utilizaria um algoritmo ou uma planilha para escolher seu "date" perfeito?

Na edição de ontem do the news (se você ainda não assina, aqui está meu link de indicação 😅), tinha uma notícia falando sobre um aplicativo – denominado Overtone – que promete, com base nos dados coletados do usuário, sugerir quando e com quem seria o "date" perfeito. Em épocas de inteligência artificial e algoritmos para todo o lado, isso não é nada surpreendente. E ao ler a matéria, lembrei da The Love Solutions, a agência que prometeu a Ted Mosby, que só haveria 8 mulheres compatíveis com ele e que o software deles poderia ajudar a encontrá-las, na série How I Met Your Mother. 😆

Também na edição ontem, só que do tns business – a newsletter de negócios do the news – falaram de uma solução digital para namoros, mas desta vez não seria um aplicativo ou software específico, mas sim, a boa e velha planilha de Excel. Tal como alguém lida com uma planilha de finanças, parece que tem gente fazendo o mesmo, só que para gerenciar relacionamentos. Dizem que mais de 10 mil cópias do arquivo já foram vendidas ao preço de US$ 9,99 cada. Não tem um link direto para essa notícia, mas se clicar aqui, você vai para edição que comentei e rolando para baixo, poderá encontrar o conteúdo. 🤓 E assim como fiz o paralelo do aplicativo Overtone com a ficção, classificar os "dates" em planilha me lembrou que o Will Smith, na série Fresh Prince of Bel-Air, fazia uma espécie de avaliação das suas namoradas. 😂 Não sei o episódio e nem a temporada, mas lembro do Will desligando o telefone, puxando um caderninho do bolso e escrevendo o nome da moça e atrelando uma nota. Nesse episódio aqui, algo semelhante acontece. 😬

Excel ou IA para relacionamentos?

Lendo essas duas notícias, me dei conta que ao longo da história do Geek Fail, eu já zoei bastante a relação entre tecnologia e relacionamentos afetivos. Estão aí os posts com a tag "namoro virtual" para comprovar. Fora as postagens que eventualmente eu tenha esquecido de colocar a marcação. 🤭 No entanto, é engraçado perceber que por mais que os anos passem e a tecnologia evolua, parece que as pessoas continuam tendo problemas para se relacionar e as soluções continuam sendo praticamente as mesmas. Acho que isso nunca vai mudar. 😜

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Finlândia não tem mais telefone fixo. E nem a minha família.

Após quase 150 anos em operação, algumas semanas atrás, a Finlândia decidiu desativar a sua rede de telefonia fixa. Com esse fato, lembrei do telefone que tínhamos em casa há alguns anos. Acho que o ano era 1996 quando meu pai comprou a linha de telefone da minha madrinha. A operadora da época era CRT, que mais tarde virou Brasil Telecom e por último Oi.

O processo para adquirir uma linha telefônica naquela época exigia entrar em uma fila de espera – pois algumas vezes não havia linhas disponíveis, já que as centrais telefônicas tinham capacidade limitada e ampliar a infraestrutura era muito caro. Também por conta disso, as pessoas necessitavam desembolsar um valor considerável na aquisição da linha. O telefone era como se fosse um bem da família – tipo um carro ou a própria casa –, sendo inclusive comum comprar ações da companhia telefônica junto com a linha.

Clássico aparelho de telefone residencial – igual a um dos modelos que tinha na minha casa. Peguei essa foto em um anúncio da Enjoei 😅.

O tempo passou e com o avanço dos meios de comunicação, ter uma linha de telefone – antes quase considerado como um artigo de luxo – acabou caindo em desuso. Na verdade, todo mundo continua tendo uma linha móvel no seu celular, mas muitos utilizam apenas seus dados móveis, como é o meu caso. Porém, uma linha de telefone fixo – aquele que tinha até uma mesinha exclusiva para acomodá-lo na sala de casa – este saiu de cena na última década. Na casa da minha família, já faz alguns anos que meu pai mantinha o aparelho fora da tomada, pois as únicas ligações que chegavam eram de telemarketing. Há alguns meses, meu pai decidiu trocar a operadora de internet – que era a mesma da linha telefônica – e acabou não percebendo vantagem em continuar com o telefone, acabando com um legado de 30 anos.

P.S.: Em um post de 2010 aqui no blog, apresentei um revolucionário dispositivo que poderia ser acoplado ao aparelho de telefone para piscar um LED quando uma ligação estivesse entrando 😆. Mostrei isso funcionando no telefone da minha casa 🤓.

sábado, 4 de julho de 2026

Quando eu decidi que queria trabalhar com TI

Quando tudo começou

Eu tinha 13 anos quando tomei essa decisão. Não sabia ainda como seria, mas eu costumava comentar – ou, na maioria das vezes, apenas pensar comigo mesmo – que eu queria cursar uma faculdade na área da informática. Acho que na época eu nem sabia que TI significava "Tecnologia da Informação" e que essa sigla se refere aos assuntos voltados a todo contexto tecnológico e computacional.

Nesse tempo, eu fui bastante incentivado a gostar de tecnologia por um colega de trabalho do meu pai, que se tornou meu amigo. Nos finais de semana, ele vinha até nossa casa e por algumas horas me ensinava a "mexer" no computador. Era como se fosse um cursinho de Windows, pacote office, internet e noções de hardware. Eu ficava ansioso por esses momentos. A cada aula fazia uma nova descoberta que eu poderia colocar em prática no meu PCzinho, equipado com um processador AMD K6 II de 500 Mhz, 64 MB de RAM e 4 GB de HD. A conexão com a internet era via linha discada – só utilizava nos finais de semana quando o custo era um pulso único (pagava alguns centavos somente no momento da conexão) – utilizando um fax modem de 56 Kbps. Aprendi que meu computador tinha essa configuração com o meu amigo.

Imagem meramente ilustrativa para representar uma pessoa no computador 😀

Conforme avançávamos nas aulas, eu descobria que meu PC já estava se tornando obsoleto para a época – meados de 2004 – pois havia alguns jogos que eu queria rodar (um tal de Need For Speed 😬) que não eram compatíveis com a configuração que eu tinha. No entanto, para trabalhos de escola meu computadorzinho ainda me atendia bem. Eu havia combinado com meu pai, que quando eu tivesse mais conhecimento e necessitasse para meus estudos, ganharia um computador novo.

Transformando interesse em caminho

O tempo passou e estávamos em 2006. Era hora de eu começar em uma nova escola, permitindo que meu pai tivesse condições de pagar um curso técnico no contraturno. De manhã, eu estaria no Ensino Médio e no período da tarde cursaria Técnico em Informática. Vivi essa experiência por cerca de 2 meses, mas acabei não seguindo em frente. Não consegui me adaptar a rotina e junto com meus pais, acabei decidindo postergar a ideia do curso técnico para outro momento.

Durante esse ano e no ano seguinte, eu comecei a consumir todo o tipo de conteúdo voltado a computadores e tecnologia. Fiz alguns cursos – ainda básicos de informática – para reforçar meu repertório, mas também ingressei em um curso de computação gráfica e desenvolvimento de jogos eletrônicos. Nesse curso, conheci pessoas muito bacanas, que mais tarde depois também acabamos fazendo algumas disciplinas juntos na faculdade. Tentei fazer o máximo de contatos com gente que tivesse mais conhecimentos que eu. Fiquei amigo dos técnicos e vendedores de uma loja de informática na minha cidade e até comecei a tentar alguns serviços de manutenção de computadores sozinho. Nessa época, eu já tinha um computador melhor e o meu antigo estava com meu irmão. Ter dois computadores em casa me permitiu conectá-los em rede! Foi um aprendizado bem interessante para a época.

Imagem meramente ilustrativa para representar uma placa mãe de computador 😆

Em 2008 tive meu ano da redenção. Um pouco mais maduro (só que nem tanto... tinha apenas 17 anos! 🤭), tentei novamente ingressar em um curso técnico (agora seria Técnico em Hardware e Redes de Computadores) e lá eu encontrei o meu lugar! Foram dois anos de muito aprendizado e troca de experiências com os colegas e professores. A escola era ótima! Nos finais de semana, eu aproveitava para exercitar o que tinha aprendido, formatando meus computadores porque algum experimento da semana anterior não tinha funcionado 🙈. No ano seguinte – em 2009 – eu já havia terminado o Ensino Médio, portanto, consegui um estágio na parte da manhã e no período da tarde frequentava as aulas do técnico até a formatura. Tenho boas lembranças deste tempo e sou grato por ter vivido tudo isso.

E foi assim que tudo começou. Depois do curso técnico, vieram a faculdade, o MBA e algumas certificações, que também foram motivo – e ainda são – de centenas de horas de estudo. Estes diplomas estão entre os maiores orgulhos da minha vida! E sobre o meu trabalho, nesse texto aqui eu falo um pouco mais e conto como isso foi mudando com o passar dos anos.

Olhando para trás

Depois de 18 anos de carreira, se eu falar que sempre foi tudo uma maravilha, certamente estaria mentindo. Pelo contrário, tive momentos difíceis, que geraram dúvida e me fizeram pensar e repensar se eu havia escolhido o caminho certo. Já cheguei a considerar que se eu pudesse aconselhar o meu eu do passado, pediria para ele tomar outro rumo. Até mesmo escolher outra área para trabalhar. Mas isso normalmente acontece em momentos de frustração e eles existem em todas as profissões.

Admito que em mais de uma ocasião eu precisei refazer a rota. Trocar de curso e trocar de emprego fizeram parte deste processo. Em certos momentos, a gente acha que quer uma coisa, mas na realidade quer outra. Talvez tenha me faltado resiliência e sinto muito se decepcionei alguém ao longo deste tempo devido as minhas decisões. Eu confesso que tive – e em muitos momentos ainda sigo tendo – medo do desconhecido. Também não aceitei desafios que poderiam ter colaborado ainda mais com a minha evolução. Mas além da gente fazer escolhas com base nas informações que tem, cada um é de um jeito e eu sou assim, meio medroso.

Imagem meramente ilustrativa para representar uma linha do tempo 😌

O que eu posso dizer, é que quando estou em um bom dia, eu tenho olhado para trás e percebido que ao longo de todos estes anos, eu já passei mais tempo sendo feliz e satisfeito com o meu trabalho, comparado com os dias em que não estava bem e nada fazia sentido. E eu acho que isso é o suficiente para acreditar que apesar de tudo, a vida tem valido a pena.