Newsletters me remetem a algo do passado. A palavra "newsletter" parece algo antigo, mas como comentarei ao longo desse artigo, elas estão mais em alta do que nunca. Entretanto, se pararmos para pensar, sim, newsletter realmente é uma coisa velha. Afinal, as primeiras "cartas de notícias" surgiram no Império Romano, funcionando como boletins informativos, expostos e lidos em locais públicos, com o intuito de divulgar decretos oficiais e demais assuntos relevantes. Ao longo da evolução do mundo, as newsletters seguiram acompanhando a humanidade. Esse artigo aqui de um canal chamado Newsletter sobre newsletter é bem legal e fala um pouco sobre isso.
Bom, mas vamos direcionar o foco ao que mais nos interessa: o cenário digital. Neste contexto, podemos dizer que as newsletters acompanharam o avanço da internet, visto que na década de 1990, surgiram os list servers – uma aplicação focada em gerenciar listas de discussão por correio eletrônico – a.k.a. E-mail –, permitindo que as primeiras newsletters fossem distribuídas por este canal.
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As newsletter sempre estiverem por aí, mas quando eu comecei minha carreira –
há 18 anos atrás – os blogs eram os queridinhos de quem queria se manter
atualizado com as noticias ou apenas ler um artigo bacaninha sobre qualquer
tema que estivesse em destaque naquele momento. Diariamente eu acompanhava uns
4 ou 5 blogs de tecnologia. "Batia ponto" todos os dias acessando estes canais em busca de
novidades. Nessa época também, eu criei o Geek Fail – esse blog aqui onde
você está lendo esse texto – e como você pode perceber, mantenho ele até hoje.
Muitos blogs que surgiram nessa época – e antes ainda – se mantém populares na
atualidade. Nesse período, também era comum o tal do feed de noticias (o
feed aqui do blog ainda
deve funcionar), muito semelhante a uma newsletter, mas replicando o conteúdo
do blog no E-mail do leitor. Nessa época, eu lembro de assinar uma newsletter em específico,
a do saudoso
Clube do Hardware, que semanalmente chegava no meu E-mail.
Apesar das newsletters
terem passado por um período de esquecimento nos anos 2000 e 2010, o fato é que elas
parecem estar mais em alta do que nunca. Você simplesmente assina, e na
frequência definida, recebe por E-mail um conteúdo estruturado, muitas vezes
dividido por temas, que de uma forma curta e direta te permitem compreender e
manter-se atualizado sobre aquele assunto.
Percebo que os portais,
blogs e demais veículos de informação na internet, diariamente jogam tanta
informação nas pessoas, que se percebeu a necessidade de haver uma curadoria
desses conteúdos. Então, alguém vai lá, seleciona certos tópicos e define o
que falar sobre eles e como resumir isso em um E-mail. Daí as newsletters. E
tem funcionado. Afinal, a correria é tanta que – por mais criticados que sejam
– todo mundo ainda usa E-mails. E levando isso em conta, porque não receber e
ler mais uma mensagem na sua caixa de entrada?
A seguir, aproveito para indicar algumas das newsletters que eu acompanho, organizadas por ordem das que eu sempre leio para as que eu leio de vez em quando, caso seja do seu interesse também conhecê-las:
