segunda-feira, 29 de junho de 2026

Excluí todos os regitros de ponto dos funcionários da empresa

Curioso eu nunca ter contado isso por aqui. Esse fato ocorreu em 2009 quando eu era estagiário de TI. Sim, a clássica "cagada" do estagiário. Semana passada eu lembrei desse acontecimento e até comentei sobre isso no Threads, mas fiquei pensando que poderia falar um pouco mais sobre o fatídico dia aqui no querido Geek Fail, então, vamos lá. Afinal, foi um #fail.

Eu trabalhava na Ritmo – meu primeiro emprego –, sobre o qual, já contei um pouco da história nesse post aqui. Minha supervisora estava de férias e era a primeira vez que ela ficava fora desde que eu tinha começado a trabalhar no setor. Havia vários trabalhos rotineiros que deveriam ser realizados. Alguns diários, outros semanais e outros ainda mensais. Coletar o registro de ponto dos colaboradores da matriz da empresa e de uma das filiais estava entre as atividades mensais.

Antigo relógio de registro de ponto – foto meramente ilustrativa – o modelo que tinha lá na empresa já era mais moderno

A empresa tinha várias filiais, mas na sua maioria, não era necessário um processo manual para realizar a extração dos registros. Na matriz – que foi onde o incidente aconteceu – o relógio ponto era conectado a um computador que rodava Windows 98 (estamos falando de 2009, e sim, nessa época ainda tinham vários computadores rodando esse sistema operacional na empresa). Minha tarefa era conectar remotamente a este PC, copiar os registros de um arquivo ".txt" que o próprio relógio alimentava para um novo arquivo, com uma formatação específica e que seria utilizado por uma pessoa do Departamento Pessoal para importar os dados no sistema da folha de pagamento. Mas o que eu fiz de errado, já que era um procedimento tão simples?

Por alguma razão era necessário acessar os diretórios do computador conectado ao relógio ponto via prompt de comando, e a partir disso, abrir o arquivo original, copiar os registros, abrir um novo arquivo e colar os dados copiados. Ao abrir o arquivo original, ao invés de copiar os registros eu recortei, fechei o arquivo e salvei as alterações. Quando fui colar o conteúdo copiado no novo arquivo, quem disse que funcionou? Diferente do comportamento via interface gráfica, aparentemente o sistema "limpou" o que estava no meu "CTRL+V" quando eu fechei o arquivo original. Ou por alguma razão não capturou o meu recorte. Sei lá.

Depois disso ter ocorrido, desci as escadas do setor e fui até a sala do DP para explicar o ocorrido. E disse que infelizmente não tinha o que fazer. A responsável pela área comentou que se fosse assim, ela teria que cadastrar manualmente, batida por batida, de cada um dos quase 100 funcionários registrados na matriz da empresa. Seriam 4 registros por dia para cada pessoa, portanto, em torno de 400 inserções manuais. Só me restou oferecer ajuda.

Observe que na época eu era estagiário – iniciando na área de TI – e estava na empresa há pouco mais de 3 meses, sendo o meu primeiro emprego. Com mais maturidade, certamente eu pensaria em "N" possibilidades de contorno – inclusive ligar para minha chefe (mesmo que nas férias) e pedir ajuda, mas na época eu tive vergonha de fazer isso.

Quando a minha superior voltou de férias, ela me chamou a atenção em relação ao ocorrido – pois a responsável pelo DP, no dia do acontecido, ligou para ela e pediu ajuda. Segundo ela, conseguiram contornar a situação, porém, ela nunca me contou como fez isso.

terça-feira, 2 de junho de 2026

A era das newsletters

Newsletters me remetem a algo do passado. A palavra "newsletter" parece algo antigo, mas como comentarei ao longo desse artigo, elas estão mais em alta do que nunca. Entretanto, se pararmos para pensar, sim, newsletter realmente é uma coisa velha. Afinal, as primeiras "cartas de notícias" surgiram no Império Romano, funcionando como boletins informativos, expostos e lidos em locais públicos, com o intuito de divulgar decretos oficiais e demais assuntos relevantes. Ao longo da evolução do mundo, as newsletters seguiram acompanhando a humanidade. Esse artigo aqui de um canal chamado Newsletter sobre newsletter é bem legal e fala um pouco sobre isso. 

Bom, mas vamos direcionar o foco ao que mais nos interessa: o cenário digital. Neste contexto, podemos dizer que as newsletters acompanharam o avanço da internet, visto que na década de 1990, surgiram os list servers – uma aplicação focada em gerenciar listas de discussão por correio eletrônico – a.k.a. E-mail –, permitindo que as primeiras newsletters fossem distribuídas por este canal.

news | Unsplash

As newsletter sempre estiverem por aí, mas quando eu comecei minha carreira – há 18 anos atrás – os blogs eram os queridinhos de quem queria se manter atualizado com as noticias ou apenas ler um artigo bacaninha sobre qualquer tema que estivesse em destaque naquele momento. Diariamente eu acompanhava uns 4 ou 5 blogs de tecnologia. "Batia ponto" todos os dias acessando estes canais em busca de novidades. Nessa época também, eu criei o Geek Fail – esse blog aqui onde você está lendo esse texto – e como você pode perceber, mantenho ele até hoje. Muitos blogs que surgiram nessa época – e antes ainda – se mantém populares na atualidade. Nesse período, também era comum o tal do feed de noticias (o feed aqui do blog ainda deve funcionar), muito semelhante a uma newsletter, mas replicando o conteúdo do blog no E-mail do leitor. Nessa época, eu lembro de assinar uma newsletter em específico, a do saudoso Clube do Hardware, que semanalmente chegava no meu E-mail.

Apesar das newsletters terem passado por um período de esquecimento nos anos 2000 e 2010, o fato é que elas parecem estar mais em alta do que nunca. Você simplesmente assina, e na frequência definida, recebe por E-mail um conteúdo estruturado, muitas vezes dividido por temas, que de uma forma curta e direta te permitem compreender e manter-se atualizado sobre aquele assunto.

Percebo que os portais, blogs e demais veículos de informação na internet, diariamente jogam tanta informação nas pessoas, que se percebeu a necessidade de haver uma curadoria desses conteúdos. Então, alguém vai lá, seleciona certos tópicos e define o que falar sobre eles e como resumir isso em um E-mail. Daí as newsletters. E tem funcionado. Afinal, a correria é tanta que – por mais criticados que sejam – todo mundo ainda usa E-mails. E levando isso em conta, porque não receber e ler mais uma mensagem na sua caixa de entrada?

A seguir, aproveito para indicar algumas das newsletters que eu acompanho, organizadas por ordem das que eu sempre leio para as que eu leio de vez em quando, caso seja do seu interesse também conhecê-las: